Certificações para Projetos e Edificações

Com a escassez e o uso excessivo dos recursos naturais o mundo se viu obrigado a repensar seus modelos e tentar novos padrões de consumo. Desde o encontro mundial realizado no início da década de 1980 e que gerou o documento lançado em 1987, o conhecido Relatório Brundtland, novas metas de sustentabilidade foram traçadas. No setor da Construção Civil com seu histórico de grande gerador de resíduos e emissores de gases de efeito estufa, organizações Públicas e Privadas criaram normas para reduzir os impactos gerados pela mesma. Conheça algumas das principais certificações e selos para construção sustentável e suas especificidades:

PROCESSO AQUA

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Organização Desenvolvedora: Fundação Vanzolini e desenvolvido pelos professores da Escola Politécnica da USP.

Criação: 2007

Origem: Brasil (adaptado da metodologia francesa HQE – Haute Qualité Environnementale do órgão Certivéa com referencial técnico brasileiro).

Veiculação da Norma: Referenciais técnicos impressos ou digitais gratuitos no site da Fundação Vanzolini.

Tipos de Certificação: Edifícios Habitacionais; Escritórios e Edifícios Escolares; Renovação; Hospedagem, Lazer, Bem-Estar, Eventos e Cultura; Bairros e Loteamentos.

Critérios avaliados: São 14 critérios divididos em 4 categorias que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas: Eco-construção: relação do edifício com o seu entorno, escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos e canteiro de obras com baixo impacto ambiental; Eco-gestão: gestão da energia, da água, dos resíduos de uso e operação do edifício e manutenção e permanência do desempenho ambiental; Conforto: conforto higrotérmico, acústico, visual e olfativo; Saúde: qualidade sanitária dos ambientes, do ar e da água. São realizadas três auditorias ao longo do projeto e da obra.

Benefícios: Qualidade de vida do usuário; Economia de água e energia; Disposição de resíduos e manutenção; Contribuição para o desenvolvimento sócio-econômico-ambiental da região.

 BREEAM – Building Research Establishment Environmental Assessment Method

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Organização Desenvolvedora: Building Research Establishment

Criação: 1990

Origem: Reino Unido

Veiculação da Norma: Material resumido gratuito no site da organização (exige cadastro)

Tipos de Certificação: Edifícios Públicos, Comerciais e Residenciais em Geral – Construção ou Reforma; Loteamentos e Bairros

Critérios avaliados: Gestão da construção; Consumo de Energia; Consumo de Água; Contaminação; Materiais; Saúde e Bem-estar; Transporte; Gestão de Resíduos; Uso do terreno e ecologia e Inovação.

Benefícios: Benefícios fiscais (Reino Unido), redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção e infraestrutura.

CASA AZUL

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Organização Desenvolvedora: Caixa Econômica Federal

Criação: 2008

Origem: Brasil

Veiculação da Norma: Guia em PDF.

Tipos de Certificação: Edifícios Habitacionais. A classificação do selo é dividida em 3 níveis: ouro, prata e bronze.

Critérios avaliados: Qualidade Urbana, Projeto e Conforto, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão da Água, Práticas Sociais.

Benefícios: Redução do impacto ambiental e na vizinhança ao longo da construção, fortes ações sociais durante a após construção, redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção

DGNB – Deutsche Gesellschaft für Nachhaltiges Bauen

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Organização Desenvolvedora: German Sustainable Building System

Criação: 2007

Origem: Alemanha

Veiculação da Norma: Material disponibilizado pela organização via consultores/auditores DGNB Tipos de Certificação: Edifícios Públicos, Comerciais e Residenciais em Geral – Construção ou Reforma; Loteamentos e Bairros. A classificação do selo é dividida em ouro, prata e bronze.

Critérios avaliados: Qualidade Ecológica, Qualidade Econômica, Qualidade Sócio-cultural, Qualidade Técnica e Funcional, Qualidade do Processo e Qualidade da Localização.

Benefícios: Benefícios fiscais (Alemanha), redução do impacto ambiental e na vizinhança ao longo da construção, redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção e infraestrutura e análises técnicas específicas como diferencial (parâmetros econômicos, sociais, segurança da infraestrutura e de processo de concepção do empreendimento).

LEED – Leadership in Energy and Environmental Design

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Organização Desenvolvedora: Green Building Council

Criação: 1993

Origem: Estados Unidos

Veiculação da Norma: Versões completas impressas ou digitais comprados no site do órgão. Existem versões gratuitas com o resumo das normas de referência.

Tipos de Certificação: New Construction and Major Renovations (LEED NC, para novas construções ou grandes projetos de renovação), Existing Buildings Operations and Maintenance (LEED EB_OM, para projetos de manutenção de edifícios já existentes), Commercial Interiores (LEED CI, para projetos de interior ou edifícios comerciais), Core and Shell Development (LEED CS, para projetos na envoltória e parte central do edifício), Retail (LEED Retail NC e CI, para lojas de varejo), Schools (LEED Schools, para escolas), Homes (casas), Neighborhood Development (LEED ND, para projetos de desenvolvimento de bairro), Healthcare (LEED Healthcare, para unidades de saúde). Em janeiro de 2013, o LEED ganhou uma nova versão, a v4, projetada para reduzir ainda mais as emissões de CO2 das edificações. O LEED pontua edifícios, de 40 a 110 pontos e assim um projeto pode ser considerado Certificado, Silver, Gold ou Platinum.
Critérios avaliados: Espaço Sustentável, Eficiência do uso da água, Energia e Atmosfera, Materiais e Recursos, Qualidade ambiental interna, Inovação e Processos, Créditos de Prioridade Regional.
Benefícios: Valorização do produto na venda/locação, redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção e infraestrutura.

Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica)

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Organização Desenvolvedora: Ministério de Minas e Energia e das Cidades e de Universidades e Centros de Pesquisa

Criação: 2003

Origem: Brasil

Veiculação da Norma: Guias Procel Edifica

Critérios avaliados: A etiqueta é concedida em dois momentos: na fase de projeto e após a construção do edifício. Nos edifícios comerciais, de serviços e públicos são avaliados três sistemas: envoltória, iluminação e condicionamento de ar. Dessa forma, a etiqueta pode ser concedida de forma parcial, desde que sempre contemple a avaliação da envoltória.  Nos edifícios residenciais são avaliados: a envoltória e o sistema de aquecimento de água, além dos sistemas presentes nas áreas comuns dos edifícios multifamiliares, como iluminação, elevadores, bombas centrífugas etc,

Tipos de Certificação: Para edifícios comerciais de serviços e públicos e residenciais.

Benefícios: O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica promove o uso eficiente da energia elétrica, combatendo o desperdício e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. Ele pode ser considerado mais como uma “etiquetagem” ou identificação do que um certificado, considerando que ele apenas classifica o desempenho de uma edificação. O objetivo é incentivar a elaboração de projetos que aproveitem ao máximo a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções.

Qualiverde

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Organização Desenvolvedora: Prefeitura do Rio de Janeiro / Conselho Municipal de Política Urbana – COMPUR

Criação: 2012

Origem: Brasil

Veiculação da Norma: Guia em PDF

Tipos de Certificação: Edifícios Comerciais e Residenciais em Geral – Construção ou Reforma

Critérios avaliados: Gestão da Água, Eficiência Energética, Desempenho Térmico e Projeto

Benefícios: Benefícios fiscais: Desconto do ISS na obra, Isenção / desconto de IPTU durante a obra, Isenção / desconto no ITBI, Desconto de IPTU no prédio. Benefícios edilícios: Isenção da área de varandas abertas e jardineiras no cômputo da ATE, Aumento de ocupação do Pavimento de Uso Comum e dependências, Cobertura do estacionamento localizado no pavimento térreo, desde que seja do tipo telhado verde e associada ao sistema de coleta, retenção ou reuso de águas pluviais. Redução do impacto ambiental e na vizinhança ao longo da construção, redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção e infraestrutura.

LEED FOR HOMES

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Organização Desenvolvedora: Green Building Council

Criação: 2008

Origem: Estados Unidos

Veiculação da Norma: Versões completas impressas ou digitais baixadas no site do órgão.

Tipos de Certificação: Iguais a certificação LEED, um projeto pode ser considerado Certificado, Silver, Gold ou Platinum.

Critérios avaliados: O conceito do LEED for Homes trabalha com inovações nos projetos. Privilegia a localização com mais opções de transporte público. Estar em bairros já sustentáveis garante pontuação também. A seleção do terreno também é importante: deve-se atentar para preservação de espécies nativas e detecção de riscos de alagamento. A certificação LEED for Homes, para casas unifamiliares e edifícios multifamiliares de até 20 pavimentos, está presente em mais de 150 países. Mas, no Brasil, não será representada pelo GBC Brasil, que apoia a Certificação Nacional do Referencial Casas. Todo o processo de LEED for Homes será analisado diretamente pelo USGBC, com a participação de profissionais brasileiros auditados por profissionais “Green Raters”. O LEED for Homes é uma certificação que visa o bem-estar não somente da comunidade e do meio ambiente, mas, principalmente do agente de uso, ou seja, o proprietário que viverá e será impactado pelo produto final. “A certificação observa e promove práticas e emprego de materiais e tecnologias que propiciem o melhor para os aspectos saudáveis deste ambiente”.

Benefícios: Valorização do produto na venda/locação, redução de impactos urbanos das edificações, melhor qualidade de vida do usuário, redução geral do impacto ambiental na vida útil, menores custos de manutenção e infraestrutura.

 

Fonte de referência http://sustentarqui.com.br e http://www.usgbc.org/cert-guide/homes



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